domingo, 4 de setembro de 2011

Para quando o último dia?

Escola pública...Crato acaba com 28 chefias e cinco direcções regionais, mais nomeia directores regionais e adjuntos, interinos

O sonho avançado da sociedade que pretendemos construir para o nosso povo...

Não entendo...

Não consigo entender qual a estratégia para o desenvolvimento. Não consigo entender esta vertigem dos novos capitalistas franceses, alemães e "aportugozados". Não consigo entender a asfixia, nacional, a fraude do capitalismo, sobre os 800 milhóes da saúde e os 200 milhões na Educação. É certo que a moeda europeia tem 2 faces, é lamentável que não se respeite a cara da moeda!
A centralidade europeia é um projecto de crescente especulação, da direita social europeia.
Não sou do género de ficar em casa para desistir... Será que nós, os nossos filhos, familiares, amigos, vizinhos,conhecidos,(...) teremos que abdicar daquilo que, com toda a transparência sempre acreditámos, lutámos e contribuímos?
A esquerda travou uma luta de sobrevivência, numa guerra que estava montada à direita... É um sinal de retrocesso e traição para licenciados e assalariados, que sem cartão do partido têm enfrentado novos desafios por razões isentas, pensando que só assim conseguiriam(os) ser apenas trabalhadores, sem coloios em prol da independência nacional. É de lamentar, que gente tal como nós, esteja condenada à sobrevivência, cada vez mais subjugada aos interesses e poderes dos senhores, gestores, diretores, engenheiros, juristas, jornalistas,jornaleiros, professores e/outros ora contemplados com esta bolha especulativa. Interinos de merda, tachistas da hipoteca que contaiem através do(s) partido(s) que os promove(m), para que com juros elevadíssimos lhe paguemos as dívidas em ajudas de custo, despesas de representação, almoçaradas, motoristas, encontros, "telemóvias", mordomias. Dívidas nacionais que não contraímos nem contrairemos... Cabrões de vindores!!!

Interinidade...

"A interrupção, a incoerência, a surpresa são as condições habituais da nossa vida. Se se converteram inclusivamente em necessidades reais para muitas pessoas, cujas mentes só se alimentam […] de mudanças súbitas e de estímulos permanentemente renovados […] Já não toleramos nada que dure. Já não sabemos como fazer para conseguir que o aborrecimento dê fruto. Então, todo o tema se reduz a esta pergunta: A mente humana pode dominar o que a mente humana criou?"


Paul Valéri

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